Quem não tentou calar tua voz?
Fosse mais de um, nos renderíamos a vós?
Quem se negou a te escutar,
Inda teria vida para dar?
Dia que não te ouça,
Dia que não te possa ver,
Dia que não se possa ir e vir.
Mesmo deste feito,
Haveremos de sucumbir a ti...
Amor
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Fria madrugada, desejo pulsava, veia ardia, volúpia consumia. Nem ao dia, trégua se via...
Contudo era dia, Sisudo teu peito doía à dor que o outro produzia, imposta tal qual autarquia, de forma que, como tudo! Esperança findando-se ia... A desejou tal quimera, e caiu ao deboche dela, por querê-la, tal quisera, pensando ser teu, o Amor pertencente a ela...
Fria madrugada, desejo pulsava, veia ardia, volúpia consumia. Nem ao dia, trégua se via... Total miséria... Falaria quem rindo ia. Assim pudera! O Amor, este moço tosco num atrevimento roto reivindicou à bela... Eis que, à picardia, desmazelou ante o repúdio dela.
Mas, quem falaria que de toda utopia a dele fosse reinar? De certo seria àquela que num dia, ou noite! Nada mudaria, se o fizesse sonhar... E o sisudo desejou tão pouco... Mesmo a miséria se falasse por ti não se importaria. Se ao menos a felicidade o tocasse... Mesmo de jeito sazonal! Nem tudo! Nem nada, o afetariam... Nem mesmo, os raios daquele temporal!
Que bom que esteja aqui. Sinta-se em casa! Preparei este cantinho, no intuito de me deixar levar pelo canto do coração. Espero que você goste! Obrigado pela visita...
Escrevo de teimoso que sou, escrevo por minha idade, escrevo por minha saudade. Mas principalmente! Escrevo por minha sanidade... Escrevo por não ter o que fazer, escrevo pelo cheiro do escrever. Às vezes escrevo só para mim, às vezes somente para você, e, às vezes, até arrisco umas linhas, para quem nem quer saber. Escrevo sem saber o que escrever, escrevo sem dizer o que sei, escrevo a voz do coração... Escrevo por não fazê-la calar, porque, o dia que o fizer... Ela calar-se-á.