quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Em teu coração eu quero Viver

O teu jeito me fez pensar
Em um novo rumo, se teu coração fosse meu
Quando amanhece, deixo de sonhar
Naqueles momentos, pois que nunca aconteceu.


Sei que eu poderia te fazer feliz
Para a tua alegria, eu pediria bis
Se você tivesse que chorar
Te daria os meus olhos, para chorar em teu lugar.


Quem me dera uma chance para eu ter você
Dela, um só instante, para te convencer
Nós dois, um romance, para você crer
Em teu coração, que eu quero viver.


Porque você não fica do meu lado?
Esquece aquilo tudo, é passado
Te abraço com os meus olhos
E me envolve a solidão


Não passo de um verbo imperfeito
Te vejo e explode no meu peito
Aquela sensação,
Que eu não posso te perder...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ser Poeta




O poeta é igual a todo mundo que é diferente!

Seu riso é dor; sua dor consigo ri, sofregamente.

Poeta não mente a não ser para tua própria mente.


Poeta não tem casa, e nem sabe exatamente o significado

Da palavra lar. Ele vive acima disso! Consegue enxergar o mundo,

Por olhos diferentes, dos meus e dos teus.


O poeta vê o mundo, a alguns degraus abaixo de Deus!


Para você se tornar um poeta

Não bastará um tilintar de dedos...

Para ser poeta, terá que viver sem medo.


Poeta enxerga Amor em todo lugar!

Quando bombas marcam silvos no ar,

Ele o encontra até lá...


O poeta vive por viver intensamente.

Sem distinguir a quem pertencem os momentos,

Os vive integralmente.


E não difere de alguém em função de particularidades,

O poeta enaltece a todos que exibem no peito e na alma,

A altivez da tua singularidade.



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Estilhaços do tempo




Bastou somente um lance do teu olhar!

Por minhas veias, miríades de motivos aglomeraram-se tentando me convencer, a conjugar o verbo Amar. Um calafrio percorreu meu corpo de menina moça...

Tal qual um paladino, teu pensamento invadiu o meu a aclamar: sou a voz do Amor meu bem. Ouças!

Tive medo, fiquei assustada! A este enredo não estava acostumada. Mas te queria ali, bem perto de mim.

Observava cada movimento teu!

À medida que o tempo passava, e quão intensamente te olhava, aquela voz novamente anunciava: querias conhecer o Amor? Reconheças aqui estou! Quero fazer-te minha amada.

Mas nada me convencia!

Nem a voz do meu próprio coração conseguia.

Lembro-me de ouvi-lo falar: quero me entregar, faças como eu. Estou a te suplicar. Confias!

Então, percebendo que o teu olhar e nem mesmo a voz do teu pensamento iriam bastar; projetou-se em minha direção com um sorriso, que fez meus olhos cintilarem.

Um calafrio me invadiu!

Meu coração parecia do peito saltar. Mas, sem ao menos ouvir o que tu falaste. A criança em mim se manifestou...

Oportunista, ardilosamente o medo destilou teu veneno: fujas daí, não te deixes levar!

E eu fugi...

Eu fugi quando meu desejo implorava para naquele lugar permanecer.

Quando na verdade, o que eu mais queria, era de menina moça, à mulher me transformar, entregando-me a ti.

E nem ao menos testemunhei aquela lágrima, à tua face inundar.

Nem ao menos um aceno; sequer um simples aceno. Nem isto! O medo permitiu ensaiar.

Meus ouvidos fecharam-se quando tive a chance de escutar! Furtei de mim mesma, a possibilidade de confiar... Jamais reconheci em mais alguém, motivos para amar.

De todos os sentimentos, o único que consigo me lembrar chama-se arrependimento...

A dor que me consome que me dilacera por dentro; vem da mesma voz que um dia me trouxe o Amor, nas nuvens do pensamento.

Mas agora, talvez por vingança, ou quem sabe até mesmo por divertimento, só me traz pequeninas lembranças...

Impiedosos e meros estilhaços do tempo.



Agradeço a Marcia Poetisa pelo mote

domingo, 15 de agosto de 2010

Masoquismo



Saio de casa fujo de mim

band-aid não serve,

nem a cor combina

em meio ao que quero,

há quem sou... não há

fadiga pro desejo

abandono meu colo

lá está você... um olhar...

um arrepio, volto a te encarar

apanho de novo... e gosto...

amanhã fujo novamente

que ódio!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Viver enconchado






Revelamo-nos num encontro paradoxal
embora a afronta, não pudesse imaginar
vertendo-nos até o arrebol
desafiamos o verbo abdicar

No abraço, a dor corrompida
mensurou quão passos dar
nos fez de forma precisa
reinantes em nosso abraçar

Simbiose sedimenta fragmento
a escolha ecoa no ar
se um dia estivemos placebo
não foi por vontade de estar

Tua tez uma fonte delicada
nos faz quase levitar
quisera viver enconchado
contigo nas ondas do mar






Utopia




Dentro de mim não sei o que sou
bicho? Gente? O tempo que revele
meu prazer se traduz em minha dor
agonia vara saudade à flor da pele

Reflito aflito em pensamento vasto
reflexo profano da cobiça agridoce
desfigura o desejo tal qual casto
venera o anseio como se ele fosse

Os olhos que me espreitam do avesso
talham-me lágrimas cristalinas que o passado espia
folhas farfalham sob o peso de sonho um inconfesso

E um eclipse pontilha-se num céu que se resfria.
Saio de mim na poesia da noite e logo amanheço
um ínfimo estilhaço de utopia...




Agradecimento a escritora Sandra por sua parceria

sábado, 7 de agosto de 2010

Pai


Aos pais mando um abraço
sem importar sua idade
pra todos o meu apreço.
Ô Papai quanta saudade